quarta-feira, 30 de abril de 2014

UM POEMINHA PARA NOSSO PRÍNCIPE

Te desejei tanto... Vibrei tanto com sua existência... Chorei em sua chegada. 

Por um momento éramos um. Corpos divinamente interligados, funcionando perfeitamente. Te sentia. Você me sentia.

Hoje somos dois. Mas dois inseparáveis. Não vivo sem você e já notei que você não vive sem mim também!

Te amo meu pequeno. Te amo mais que tudo!



O COMEÇO DE TUDO

O tratamento para fazer com que o pé torto fiquei na posição correta é longo e é feito por etapas.
No início de agosto fomos ao ortopedista - doutor Paulo Roberto Moulin - ainda com as ultrassons em mãos, para que ele confirmasse a suspeita e nos passasse informações, tirasse dúvidas...

-Sim, é pé torto sim. Foi o que ele disse ao ver as imagens. 

A partir daí começou a nos explicar que o tratamento consistiria de sessões semanais de gesso, que poderiam durar de 4 a 6 semanas, uma possível cirurgia e após isso tudo, o uso de um aparelho nos pés até Miguel completar 4 anos. E disse ainda que deveríamos voltar, já com o bebê nos braços, quando ele tivesse 4 semanas de nascido, para darmos início ao tratamento.

Miguel nasceu no final de agosto, dia 27 (uma experiência que vale uma postagem especial! rs) e no dia 23 de setembro, a poucos dias de completar 4 semanas de nascido, o levamos ao doutor. Estávamos eu, Gilberto e minha mãe, Ione.

Lá ele observou os pés, manipulou, e disse que pela experiência dele seria fácil colocá-los na posição ideal com os gessos. Nos pediu alguns raio x (da bacia, das pernas e dos pés, se não me engano) e já deu uma requisição para que o plano de saúde autorizasse a primeira colocação de gesso.

Fizemos os raios X. Conseguimos a autorização.

Como mãe "recém-nascida", eu estava me sentindo um lixo naquele dia. 
Eu queria estar em casa com meu bebê, mas precisava estar lá, em uma sala fria, ajudando o médico a segurar firme suas pernas e pés para que o raio x fosse feito. Foi a primeira vez que precisei vê-lo chorando sem poder fazer absolutamente nada para ajudá-lo (não imaginava que seria apenas a primeira de muitas).

Acredito que nós três estávamos com um nó na garganta. Minha mãe, apesar de já ter tido 3 filhas, nunca teve que passar por situações como essa. Gilberto precisava se manter firme, nem que fosse apenas exteriormente, para nos ajudar a segurar a barra. E eu... Eu estava apavorada, mas sentia que não deveria abrir a cara a chorar porque Miguel estava ali, ao meu lado, deitadinho, e ele já tinha passado por tanta coisa em um dia só, que eu deveria ter um sorriso para ele, mesmo que ele não compreendesse ainda o valor de um sorriso em momentos difíceis.

Minha cabeça estava a mil quando me veio um pedacinho de um verso bíblico, que dizia "Seja forte e corajoso." Apenas isso, apenas esse pedaço. 

Chegando em casa procurei na bíblia o complemento do verso. E encontrei.

"Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar."  - Josué 1:9

Já posso adiantar que sim, Deus cumpriu sua promessa conosco!